
Na última quarta-feira na Vila Belmiro as imagens pegaram cenas muito forte. Um moleque de 18 anos xingando: técnico, capitão, colegas de time, ou qualquer um que viesse a contrariá-lo.
Não era a primeira vez que Neymar dava seu chilique, mas era a primeira em que fazia isso com seu maior defensor, Dorival Júnior.
Ao final do jogo Renê Simões falou o que alguém do meio já deveria ter dito há muito tempo: “Está na hora de alguém educar esse rapaz, ou vamos criar um monstro”.
Claro que Neymar não é um monstro, mas precisava sim ser educado.
Dorival por gostar muito do moleque resolveu tentar educá-lo. Tirou ele do jogo contra o Guarani no final de semana.
Nesta segunda anunciou que a punição valia também para o jogo contra o Corinthians.
No momento em que a diretoria soube que Neymar estava fora do clássico resolveu se reunir e demitir o treinador.
Inacreditável.
Os números do treinador eram inquestionáveis, em nove meses de trabalho ganhou Paulista e Copa do Brasil, já está garantido na Libertadores do ano que vem.
O Santos acaba sair de uma semi ditadura com Marcelo Teixeira.
Luís Álvaro na sua campanha prometeu mais modernidade.
Mentiu.
A volta da truculência chegou à cidade de Santos.